Diabetes descontrolado pode comprometer a saúde dos ossos

Geriatria. Diabetes. Clínico Geral.

O tratamento do paciente com diabetes mellitus é complexo, não se restringindo apenas ao controle da glicemia. Os pacientes diabéticos tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, varias vezes, apresentam complicações associadas a doenças. Pressão e colesterol altos, problemas cardíacos e vasculares, acometimento dos olhos, nervos e rins são de amplo conhecimento. Entretanto, a saúde óssea do paciente diabético fica negligenciada.

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Um estudo realizado pela Fundação Pró Renal em parceria com o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, o trabalho analisou a interação da glicemia e amostra de osso coletadas em biopsia de 26 pacientes na pré-menopausa, diagnosticadas há pelo menos nove anos com diabetes tipo 2.

Foi detectado que as voluntárias que apresentavam o pior controle do índice glicêmico demonstravam menores índices de formação óssea. Além disso, foram detectadas outras alterações estruturais que sugerem que o excesso de açúcar no sangue abala a função das células envolvidas na manutenção do esqueleto. Tais alterações não aparecem em exames tradicionais, entretanto facilitam o surgimento de lesões.

O diabetes e a saúde dos ossos

Recentemente, a osteoporose considerada oficialmente como uma possível complicação do diabetes tipo 2. Mas o fato da densidade óssea se manter estável entre os pacientes intriga os cientistas.

Nos pacientes com diabetes tipo 1, em que existe deficiência absoluta de insulina. Além da importante captação da glicose pelas células, a insulina também tem efeito anabólico, ou seja, estimula o desenvolvimento de diferentes tecidos do nosso organismo. Demais estudos mostram menos densidade mineral óssea em pacientes adultos do tipo 1, em crianças observam um pico de massa óssea menor, sendo assim formam menos osso, tendo menos “poupança óssea”, o que propicia o surgimento de osteopenia ou osteoporose em idade mais precoce.

Já na diabetes do tipo 2, conforme estudo supracitado, ocorre o mesmo, entretanto, no início da doença, os níveis de insulina estão elevados. Acontece isso porque o pâncreas aumenta a secreção para tentar vencer a resistência à ação deste hormônio. Então, pacientes com diabetes tipo 2 podem ter massa óssea aumentada. Entretanto, este osso, apesar de parecer mais denso, na realidade é mais frágil.

O que acontece é que a diabetes, tipo 2 ou tipo 1, age diretamente nos mecanismos de remodelamento ósseo e na formação da matriz de colágeno. Ou seja, apesar das aparências, a estrutura microscópica do osso fica comprometida. Sendo assim, o diabetes aumenta o risco de fraturas independentemente da massa óssea (teor de cálcio).

Dito isso, é importante ratificar que a visita regular ao Clínico Geral, bem como manter os exames em dia. Caso você tenha mais de sessenta anos, procurar ao geriatra regularmente para manter o controle sobre sua saúde. Aqui na Clínica SiM você encontra profissionais especializados em diversas áreas em uma clinica pertinho de você.

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